Ciclista Catarinense Márcio May é o campeão geral da Copa Rudy Project de Ciclismo 2002

Márcio May (E) ao lado de Daizon Mendes

Márcio May (E) ao lado de Daizon Mendes

Um dos mais experientes ciclistas brasileiros na atualidade, o catarinense Márcio May, da equipe Memorial-Santos, garantiu o título geral da Copa Rudy Project de Ciclismo 2002, disputada na Baixada Santista. A competição, válida pelo ranking nacional, terminou neste domingo (dia 3), com uma dura prova de resistência, com 180 minutos de duração, em Cubatão. Preparando-se para buscar a medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos da Colômbia, em abril, o campeão apenas administrou a liderança da classificação, após três etapas realizadas desde sexta-feira, para comemorar mais um título.

Com a vitória, além de importantes pontos no ranking brasileiro, ele faturou R$ 2 mil de premiação, de um total de R$ 7 mil. Aos 29 anos de idade, 15 dedicados aos pedais, o ciclista de Brusque e que defende a equipe santista Memorial desde o início de 2000 é um dos principais nomes do ciclismo nacional. Já foi sete vezes campeão brasileiro e representou o Brasil em duas olimpíadas, Barcelona e Atlanta, e é quase certo para disputar os Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.

Está na seleção brasileira que disputará os Jogos Sul-Americanos e tem boas chances de faturar a medalha de ouro na prova de contra relógio. Na última edição do evento, em 1998, no Equador, foi prata. Na Copa Rudy Project, ele teve um grande desempenho, justamente na prova de contra-relógio, a 2ª etapa, em Guarujá, onde assumiu a liderança da classificação.

Neste domingo, só dois competidores poderiam ultrapassar a sua pontuação – o brasiliense Marcelo Iannini, grande revelação no evento, e o paranaense Hernandes Quadri Júnior, também da equipe Memorial e outro ciclista com grande experiência internacional, igualmente com duas olimpíadas e integrante da seleção brasileira. Na prova, que teve 122,5 km, May apenas controlou Iannini e sabendo que cinco ciclistas estavam “escapados”, passou a linha de chegada comemorando o título, conquistado pela diferença de apenas um ponto – 53 a 52 pontos.

“Foi uma etapa muito dura, desgastante, mas para mim foi muito bom, porque estou treinando para os Jogos Sul-Americanos e vou para tentar a medalha de ouro. Prata eu já fui. Este título é conseqüência de um trabalho muito forte da nossa equipe e quero dedica-lo à minha mulher, Luciane, e à minha filha Carolina. Elas estão em Santa Catarina torcendo por mim. Vou ficar no exterior 40 dias e se elas não entendessem e me dessem força, não daria para agüentar”, disse o campeão, que participará agora da Volta do Chile, antes de ir para a Colômbia. Vale lembrar que ele e Hernandes fazem parte da forte equipe Memorial, nº 1 do ranking nacional em 2000 e 2001, e comandada pelo técnico Cláudio Diegues.

VICE SEM EQUIPE – O vencedor da 4ª e decisiva etapa, em Cubatão, foi Fábio Antonio Silva, da Guarulhos/ Audifar. Ele comandou uma fuga nos 40 minutos finais da prova e chegou até com certa tranqüilidade, depois de uma prova desgastante, sob um forte calor e sol. Com a vitória, ele passou para a 3ª colocação no ranking final, com 36 pontos, atrás de Iannini e à frente de Hernandes (33 pontos). Para Iannini, o vice-campeonato valeu como um título, uma vez que ele pedalou sem equipe. Curiosamente, recebeu apoio durante as provas justamente da Memorial.

O técnico do grupo, Cláudio Diegues, sempre o ajudava, reabastecendo-o com água, para evitar o desgaste maior. Por muito pouco, ele não ficou com o título. Foi o vencedor da 3ª etapa, também em Guarujá, a prova de criterium por pontos. Aproveitando uma forte chuva, ele conseguiu uma fuga isolada e foi marcando pontos importantes, quase superando May. “Eu fiquei no alojamento com eles e acabamos quase que sendo uma só equipe. Foi muito saudável. Espero que com este resultado eu seja reconhecido para entrar numa equipe de ponta”, afirmou o ciclista de 23 anos.

MASTER – Além da elite, a Copa Rudy Project reuniu os ciclistas da categoria master. O campeão geral foi Martim Algorta (equipe Tecno Bag), de Taubaté). Na última etapa, ele também apenas administrou a grande vantagem obtida nas etapas de Guarujá. “Eu vim para ganhar e meu grande concorrente, o João Evangelista, teve azar na prova de criterium e caiu. Daí só administrei”, comemorou Algorta, que está com 37 anos e trabalha como metalúrgico à noite. “Treino sempre à tarde, nas montanhas”, ressaltou.

O grande favorito ao título, João Evangelista, da Memorial-Santos, não teve sorte na disputa. Na prova de contra-relógio, teve um pneu estourado, quando fazia o melhor tempo. Depois, na criterium, sofreu uma queda, perdendo o pelotão da frente. Já na última etapa, fez bonito, sempre puxando as fugas e no sprint final, chegou com o pneu furado, sendo superado nos centímetros finais por Everson Luiz Feix, da Dataro, de Curitiba. A chegada foi tão apertada que a decisão foi para a câmera de vídeo.

A Copa Rudy Project de Ciclismo foi organizada pela Time Promoções e Liga de Ciclismo do Litoral do Estado de São Paulo, com o patrocínio da Rudy Project e Cromática Silk e Signs. Apoio: Adenosina Bike Wear e Prefeituras de São Vicente, Guarujá e Cubatão. Supervisão técnica: Federação Paulista e Confederação Brasileira de Ciclismo. Mais informações no site: www.liesp.com.br

ELITE

1 – MÁRCIO MAY – MEMORIAL SANTOS – 53 PONTOS
2 – MARCELO IANNINI – BRASÍLIA – 52
3 – FÁBIO ANTONIO SILVA – GUARULHOS/AUDIFAR – 36
4 – HERNANDES QUADRI JÚNIOR – MEMORIAL SANTOS – 33
5 – JÚNIO CESAR ALMEIDA – ALFA GOIÂNIA – 28
MASTER
1 – MARTIN ALGORTA – TECNO BAG – 67 PONTOS
2 – EDSON BERNARDES – BIKE THEO OSASCO – 55
3 – EVERSON LUIZ FEIX – DATARO – CURITIBA – 36
4 – OSWALDO JOSÉ DOS SANTOS – JOY TECH – 32
5 – JOÃO EVANGELISTA – MEMORIAL SANTOS – 29
FÁBIO MARADEI – FMA COMUNICAÇÃO

 

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